segunda-feira, 11 de maio de 2009

Papa fala aos fiéis da Jordânia

Em seu último dia de visita à Jordânia, Bento XVI exortou a pequena comunidade católica do país a preservar sua fé e suas tradições seculares em meio à turbulência do Oriente Médio, e pediu para que trabalhe com outras religiões para enriquecer sua vida diária. O papa esteve no Rio Jordão, onde, segundo a tradição, Jesus Cristo foi batizado, e celebrou uma missa para cerca de 20 mil fiéis no Estádio Internacional de Amã. O público ficou longe dos 2 milhões de peregrinos que acompanharam suas palavras em Angola e do 1,5 milhão de pessoas na missa realizada em São Paulo.
Comunidade cristã local vem minguando"No Oriente Médio, marcado por trágicos sofrimentos, anos de violência e temas não resolvidos, os cristãos são chamados a oferecer sua contribuição de reconciliação e paz com o perdão e a generosidade", disse o pontífice durante a celebração. Em meio à rotina de guerra, além da falta de oportunidades de trabalho, a comunidade cristã em países da região está minguando. Na Jordânia, houve uma redução para apenas 20% da quantidade de fiéis existentes em meados do século passado: são cerca de 250 mil integrantes em uma população de 5,6 milhões de pessoas, a maioria muçulmanos - sendo que dois terços são ortodoxos e apenas um terço católicos.Segundo o papa, os cristãos devem demonstrar amor aos outros e servi-los para combater as ideologias que justificam a morte de inocentes. No sábado, o pontífice esteve no local onde o primo de Jesus Cristo, João Batista, batizou os primeiros cristãos. Depois de ser recebido pelo rei Abdullah II e pela rainha Rania na região de Wadi Kharrar, o papa e o casal real subiram em um carrinho para visitar o ponto turístico. Milhares de fiéis se reuniram em Wadi Kharrar, nome que significa "vale melodioso", situado nos vestígios da Betânia bíblica. O lugar, assim como Qasr El-Yahud, na zona militar israelense perto de Jericó, foi designado pelo Vaticano como provável cenário do batismo de Jesus. Em 1997, foram descobertos em Wadi Kharrar vestígios de nove igrejas da época bizantina, assim como uma capela da época romana.Bento XVI não escondeu a emoção e disse que a memória do batismo de Jesus está vivamente presente naquele lugar. "Jesus ficou em fila junto a pecadores e aceitou o batismo de penitência de João como um sinal profético de sua paixão, morte e ressurreição para o perdão dos pecados", lembrou o papa.Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, considerou a visita à Jordânia "muito positiva" e ressaltou que o pontífice foi recebido de forma calorosa pela família real e pelo povo. Segundo ele, ficaram "superadas" as incompreensões com o islã, após o polêmico discurso do pontífice em Regensburg (Alemanha), no qual insinuou que os muçulmanos praticam uma fé violenta. Ontem, Bento XVI desembarcou em Telavive (Israel).

Um comentário:

MARCOS COSTA disse...

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